
O que é a filigrana e porque é tão portuguesa
Fios finíssimos, torcidos e soldados até virarem renda: a técnica por trás do coração de Viana e das joias do Norte.
Olhe de perto para um brinco à rainha ou para um coração de Viana. Aquela “renda” de ouro não é uma chapa recortada: é feita de fios muito finos, enrolados, torcidos e unidos uns aos outros. A isso chama-se filigrana, palavra que vem do latim filum (fio) e granum (grão).
Como se faz
Na ourivesaria tradicional, o ourives estica o metal até obter fios com a espessura de um cabelo. Depois torce-os, achata-os, enrola-os em espirais e gotas e prende-os num contorno. Os pormenores podem levar pequenos grãos de metal, que dão relevo e brilho. É um trabalho lento, feito à mão, onde cada volta conta.
Uma tradição do Norte
A filigrana existe em muitos países, mas em Portugal ganhou um lugar especial, sobretudo no Norte e no Minho. Está ligada às festas, ao traje e às heranças de família: joias que passam de mães para filhas e que se mostram nos dias importantes. Os desenhos mais conhecidos são o coração de Viana, a cruz de Malta, as contas, os laços e os brincos compridos.
E as nossas peças?
A Lidora não faz ourivesaria tradicional em ouro. As nossas joias são em aço com banho de ouro e inspiram-se nos desenhos da filigrana do Minho. A ideia é simples: trazer a beleza destas formas para o dia a dia, a um preço que cabe no mês. Se procura ouro maciço, procure um ourives com marca de contrastaria; se gosta do desenho e quer algo para usar sem medo, está no sítio certo.









